Sofia Garduño Nava nasceu na Cidade do México em 16 de abril de 1897, a quinta de seis filhos, e foi batizada em 30 de abril do mesmo ano. Educada nos valores cristãos, sob os cuidados da mãe cresceu na fé e no amor de Deus e da Virgem Maria. Com grande devoção e amor, celebrou a sua Primeira Comunhão em 19 de fevereiro de 1909.

Em dois momentos, a sua saúde ficou gravemente comprometida e, em plena adolescência, perdeu a visão do olho esquerdo.
Concluiu todos os seus estudos, formando-se como professora do ensino primário. “Enquanto exercia a sua profissão numa escola pública, havia nela uma inquietação por chegar ao ser humano, não apenas no aspeto intelectual, mas também no aspeto espiritual”.
Movida pelo Espírito Santo, sensível às necessidades e com espírito de serviço, em 1918, no meio das adversidades, começou na paróquia de Concepción Tepiquehuca, na Cidade do México, a formação religiosa das crianças através da Catequese, para as aproximar mais do Coração de Jesus, pois ninguém cuidava delas. Por isso, convidou algumas jovens que a apoiaram nesta inspiração. Abriram-se novas oportunidades e, mais tarde, juntamente com um grupo de seminaristas, abriu um centro de catequese naquela paróquia.
Aquele sopro doador de vida divina (cf. Gn 2,7), que “sopra onde quer” (Jo 3,8) e faz novas todas as coisas (cf. Ap 21,5), começou a inspirar no coração de Sofia e das jovens que estavam com ela o desejo de pertencer inteiramente a Deus e de se consagrar ao seu serviço. Assim, pouco a pouco, através dos acontecimentos que foram surgindo, foi-se formando uma obra que culminou no nascimento de uma Congregação religiosa missionária.
Em 7 de outubro de 1918, Sofia e as catequistas receberam a medalha dos Sagrados Corações de Jesus e Maria como sinal da sua consagração a Deus, comprometendo-se a levar uma vida de oração juntamente com outras práticas religiosas e a continuar a transmitir a fé com empenho através da evangelização e da catequese. Com o tempo, compreendeu que era necessário levar este espírito a todas as famílias, especialmente à mulher, considerada o coração da família.
Em 7 de fevereiro de 1920, foram oferecidas Violetas (flores) como sinal de consagração da parte de Deus para com as suas filhas; daí o nome Violetas dado à Congregação.
Em 7 de outubro de 1928, num contexto adverso para a Igreja Católica mexicana, depois de um percurso destinado a apoiar e encorajar a paróquia e dois centros catequéticos (na clandestinidade), ajudando sacerdotes perseguidos e enfrentando grandes obstáculos para obter a autorização das suas famílias, as irmãs catequistas iniciaram a primeira missão catequética em Santa Maria Ajoluapan (Estado do México), fora dos contextos paroquiais. Madre Sofia quis consagrar a missão a “Nossa Senhora das Vitórias”.
A partir deste facto, Deus foi manifestando a sua vontade através dos acontecimentos, como dizia Madre Sofia. A Comunidade consolidou-se e cresceu em número de membros, em missões, em estruturas formais e como Instituto de vida religiosa reconhecido pela Igreja.
Agora, após 104 anos, o Instituto das Missionarie Catechiste dei Sacri Cuori di Gesù e di Maria, de Direito Pontifício, continua a sua missão de proclamar o amor e a misericórdia de Deus, especialmente às famílias, crescendo juntamente com elas na fé. A Congregação está presente no México, nos Estados Unidos, em Espanha e na Guiné Equatorial.
A Casa-Mãe e a Casa Geral encontram-se na Cidade do México, na via Guadalupe Victoria #39. Colonia Tlalpan Centro C.P. 14000.
Carisma
Seguir Cristo Missionário Catequista, reproduzindo em nós os sentimentos do seu Sagrado Coração na sua relação filial com o Pai e de fraternidade com todos, à imitação do Coração de Maria, promovendo a santificação das famílias.
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