Obras de Misericórdia

As obras de misericórdia são ações caritativas com as quais o fiel socorre o próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Enraizadas no Evangelho e na tradição cristã, elas se dividem igualmente em duas categorias de sete: as obras de misericórdia corporais, voltadas para as necessidades materiais do indivíduo (como dar de comer aos famintos ou acolher os peregrinos), e as obras de misericórdia espirituais, direcionadas ao bem-estar da alma (como aconselhar os duvidosos ou perdoar as ofensas). Praticá-las significa traduzir a fé em gestos concretos de amor, solidariedade e justiça social.

INUNDEMOS

estandarte inundemos

Leve as Obras de Misericórdia para a sua comunidade. Fixe o estandarte, compartilhe uma fotografia e junte-se às muitas realidades que estão tornando a misericórdia visível.

DESCUBRA INUNDEMOS

As Obras de Misericórdia são o fundamento concreto do caminho proposto por OPERA M e representam um apelo vivo a redescobrir o coração do Evangelho. Não são simples gestos, mas um modo de viver que convida cada um a reconhecer Cristo no outro, sobretudo nos mais frágeis, nos pobres, em quem sofre ou está esquecido.

É precisamente através destas obras que somos chamados a verificar a verdade da nossa fé, traduzindo-a em ações cotidianas feitas de acolhimento, escuta, partilha e perdão.

É neste encontro concreto entre espiritualidade e vida que nasce uma comunidade capaz de despertar a consciência, cuidar do outro e gerar esperança autêntica.

Descubra mais sobre as Obras de Misericórdia Espirituais

1 – Aconselhar os duvidosos

Cada pessoa atravessa momentos de incerteza. Aconselhar os duvidosos significa oferecer escuta, luz e proximidade sem se substituir à sua liberdade. Na reEvolução das Obras de Misericórdia, o misericordiado não é apenas aquele que recebe um conselho: torna-se protagonista de um caminho de discernimento que o ajuda a reconhecer o bem possível e a reencontrar a confiança em si mesmo, nos outros e em Deus.

2 – Ensinar os ignorantes

Ensinar os ignorantes significa partilhar conhecimento, experiência e sabedoria para que ninguém fique excluído da possibilidade de compreender e crescer. Não se trata de transmitir noções de cima para baixo, mas de gerar consciência. O misericordiado descobre talentos, capacidades e responsabilidades que talvez nunca tivesse reconhecido, tornando-se, por sua vez, portador de luz para outros.

3 – Admoestar os pecadores

Admoestar os pecadores é um gesto de amor que nasce do desejo de ver o outro levantar-se. Não consiste em julgar, mas em acompanhar com verdade e misericórdia quem perdeu o caminho. A reEvolução das Obras de Misericórdia convida-nos a olhar para além do erro: o misericordiado é uma pessoa chamada a redescobrir a sua própria dignidade e a possibilidade concreta de recomeçar também com a difusão das obras de misericórdia.

4 – Consolar os aflitos

Consolar os aflitos significa fazer-se presença ao lado de quem sofre, sem pretender apagar a sua dor. Uma palavra, um silêncio partilhado, uma mão estendida podem devolver a esperança. O misericordiado não é definido pela sua ferida: através do encontro misericordioso pode redescobrir recursos interiores, novas relações misericordiosas e a certeza de não estar só no caminho da vida.

5 – Perdoar as ofensas

Perdoar as ofensas é uma das formas mais altas de liberdade. Não significa esquecer ou justificar o mal, mas interromper a cadeia do ódio e da vingança. Na perspectiva da reEvolução, o misericordiado não é apenas aquele que recebe perdão: é uma pessoa que pode ser libertada do peso do passado e ela própria reencontrar a possibilidade de construir relações misericordiosas e fecundas.

6 – Suportar pacientemente as pessoas molestas

Cada comunidade é habitada por fragilidades, diferenças e limites. Suportar pacientemente as pessoas molestas significa escolher a compreensão em vez da intolerância e a relação em vez da exclusão. Esta obra educa a reconhecer que cada pessoa guarda um valor. O misericordiado não é rotulado pelos seus defeitos, mas acolhido como protagonista de um novo percurso de crescimento partilhado.

7 – Rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos

Rezar pelos vivos e pelos mortos significa reconhecer que ninguém está só e que cada vida é guardada numa comunhão maior. A oração torna-se uma ponte que une gerações, povos e histórias. Na reEvolução das Obras de Misericórdia, o misericordiado é alcançado por uma proximidade invisível mas real, que o sustenta no presente e o insere numa esperança que vai além do tempo.

Descubra mais sobre as Obras de Misericórdia Corporais

1 – Dar de comer aos famintos

Dar de comer aos famintos significa reconhecer que o pão é um direito antes de ser uma dádiva. Mas a fome não é apenas a do corpo: existem fome de dignidade, de escuta e de oportunidades. O misericordiado não deve permanecer dependente da ajuda recebida; a reEvolução das Obras de Misericórdia procura torná-lo protagonista do seu próprio resgate e da sua própria autonomia.

2 – Dar de beber aos sedentos

A água é vida. Dar de beber aos sedentos significa guardar um dos bens mais preciosos da humanidade e torná-lo acessível a todos. Esta obra convida a olhar também para as sedes interiores de sentido, justiça e esperança. O misericordiado não é apenas destinatário de uma ajuda material: é uma pessoa que pode voltar a viver plenamente e ser fonte de vida ao seu redor.

3 – Vestir os nus

Vestir os nus significa restituir proteção, dignidade e pertença. Uma roupa pode cobrir o corpo, mas também pode ajudar uma pessoa a sentir-se novamente acolhida e reconhecida. A reEvolução das Obras de Misericórdia lembra-nos que o misericordiado não é a sua pobreza: é uma pessoa com uma história, um rosto e um futuro que merecem respeito e valorização.

4 – Acolher os peregrinos

Acolher os forasteiros significa abrir espaços de encontro e superar o medo do outro. Cada pessoa que chega traz consigo sofrimentos, sonhos e riquezas para partilhar. O misericordiado não é um estrangeiro para assistir, mas um irmão ou uma irmã para encontrar. Um irmão que encontra novos irmãos . A reEvolução das Obras de Misericórdia transforma o acolhimento numa relação que enriquece ambas as partes.

5 – Visitar os enfermos

Visitar os enfermos significa afirmar que nenhuma doença pode anular o valor de uma pessoa. A presença, a escuta e a proximidade tornam-se medicina da alma. O misericordiado não coincide com a sua fragilidade física: é uma pessoa capaz de doar, ensinar e testemunhar esperança. A misericórdia restitui centralidade a quem corre o risco de ser esquecido.

6 – Visitar os presos

Visitar os presos significa reconhecer que cada pessoa é maior do que os seus erros. A misericórdia não nega a justiça, mas abre sempre um caminho para a redenção e para a mudança. Na reEvolução das Obras de Misericórdia, o misericordiado é visto como protagonista de um possível renascimento, capaz de redescobrir responsabilidade, dignidade e futuro.

7 – Sepultar os mortos

Sepultar os mortos significa guardar o valor único de cada vida até ao último instante. É um gesto de respeito, memória e esperança. Através desta obra, a comunidade afirma que ninguém deve ser esquecido. O misericordiado continua a falar através do bem que semeou, enquanto os vivos são chamados a transformar a recordação em gratidão e responsabilidade para com o futuro.

O que é Opera M

esfera spazio spadoni opera m

Opera M é a reEvolução das obras de misericórdia. É o instrumento permanente de desenvolvimento de um pensamento forte e renovado das obras no mundo.

Nasce de uma urgência fortemente sentida por spazio + spadoni de reEvoluir o conceito de obra de misericórdia como um caminho que é sempre, ao mesmo tempo, humano e divino, e, portanto, sempre espiritual, além de prático (ou corporal). A redescoberta, ou melhor, a verdadeira reEvolução das obras deve ser reencontrada dentro desta síntese entre o aspeto espiritual e o ato prático.

O operar material deve sempre ser permeado pelo espírito.

A reEvolução das obras de misericórdia pode ser considerada o carisma de Opera M

Rezar as obras, pelas obras, com as obras.

Devemos treinar o corpo e o espírito a direcionar os nossos passos no caminho das Obras de Misericórdia. Sem uma oração constante não conseguiremos fazê-lo. Rezar é dom e ação; rezar é abrir a comunicação com o meu ser mais profundo e com Deus; rezar interroga o Espírito que, por sua vez, suscita e anima as Obras de Misericórdia. Cada ação da Opera M deve ser antecipada, preparada, pedida com a oração. Se o nosso agir com as Obras de Misericórdia não for sustentado pela oração, perderá significado e não será capaz de gerar uma verdadeira mudança. Quem age na Opera M deve convencer-se de que é um instrumento nas mãos de Deus e de que necessita do seu Criador para ter dignidade, propósito, força de ação.

Divulgar a missionaridade através da misericórdia

Para sermos capazes de espírito missionário é necessário

  • ir ao encontro do outro
  • acolher o outro, como se fosse Jesus
  • reconhecer a misericórdia de Deus
  • fazer como Ele fez
  • anunciar e testemunhar Jesus com a nossa vida

As Obras de Misericórdia são o instrumento mais eficaz para manifestar a infinita misericórdia de Deus.

Reuniversalizar as obras em todos na reciprocidade

As obras são de todos e em todos. Somos mulheres e homens pequenos, mas em cada um reside a capacidade, através das Obras de Misericórdia, de fazer coisas gigantescas. Se dermos sentido espiritual ao nosso agir, o potencialmente grande, que é próprio de todos e de cada um enquanto filhos de Deus, independentemente do credo, da cultura e da sua condição, produzirá frutos salvíficos. O conceito de universalidade, nesta visão missionária, tem o significado de se abrir, para conhecer, compreender e poder construir um novo espaço de testemunho.

Organização

Opera M adota a ética dos bandos. Organiza-se, move-se e cresce com o contributo de todos, como o voltear dos pássaros nos céus, onde cada um voa em uníssono com os outros para se tornar parte de um corpo único. É o equilíbrio perfeito desta coesão que dá o sentido e a força do conjunto. Como o bando, Opera M não é hierárquica, mas distribui entre todos o ónus e a honra de construir o desenho de voo no céu. Um sistema virtuoso no qual basta seguir regras simples para obter um movimento coletivo.

bando opera m organização

No quotidiano, Opera M vale-se de um suporte organizativo pensado para que as atividades possam decorrer constantemente, com rapidez e eficácia, sem sobreposições de funções e no bem comum.

SENIOR

senior - opera m

São o suporte central da Opera M. Reúnem-se pelo menos uma vez por mês, mas estão constantemente em contacto entre si, participam nas iniciativas de spazio + spadoni, contribuem para a formação específica dos outros níveis de suporte (LINKER em particular).

Têm a obrigação de se formar na missionaridade e nas Obras de Misericórdia. Colaboram com o fundador, definindo os conteúdos e os métodos a usar para a difusão da mensagem da Opera M.

LINKER

linker opera m

É o responsável da Opera M numa vasta área que pode compreender também diversos países. Deve ter algumas competências e características necessárias

  • conhecer spazio + spadoni, HIC SUM e Opera M
  • conhecer as Obras de Misericórdia, rezá-las, viver o seu espírito testemunhando-as
  • conhecer o território, saber relacionar-se ativando processos de comunhão e sinodalidade em relação com o mundo civil (autoridades e responsáveis de várias organizações) e religioso (bispos, párocos, Congregações e Grupos religiosos)
  • ter uma mentalidade aberta a toda a gente e aos jovens, sabendo envolver com capacidade de liderança; ter competências de comunicação assertiva, problem solving, gestão de conflitos na ótica da correção fraterna
  • conhecer a economia social; saber projetar e organizar
  • conhecer as leis civis e as tradições religiosas da zona
  • conhecer os carismas das Congregações e dos Grupos com quem tem relações

O LINKER mantém contactos constantes (semanais/quinzenais) com spazio + spadoni e os SENIOR dos quais recebe a formação inicial. Organiza periodicamente, em articulação com spazio + spadoni, o Fórum territorial. Identifica os instrumentos e cuida da sua distribuição. O LINKER mantém contactos constantes com os/as AMBASSADOR – no máximo 12 – com quem está ligado, cuidando da sua formação inicial e organizando semestralmente a sua formação sobre as Obras de Misericórdia.

AMBASSADOR

ambassador opera m

É a figura delegada pela Congregação religiosa ou por outra Organização para promover a Opera M no território da sua competência, mais ou menos vasto; simultaneamente, requer-se também a nomeação de um substituto. O AMBASSADOR escolhe um CONSOLE para cada comunidade do seu território.

Análoga função de suporte é assegurada a outros grupos.

O AMBASSADOR deve ter algumas competências e características necessárias

  • conhecer spazio + spadoni, a organização da OPERA M com as diversas figuras, papéis e funções
  • conhecer as Obras de Misericórdia, rezá-las e viver o seu espírito testemunhando-o
  • conhecer o território, as atividades presentes, as Associações, as pessoas e as normas nacionais em particular aquelas para a tutela de menores

Realiza uma formação de base organizada pelo LINKER e/ou pela estrutura central de spazio + spadoni. Pode ainda aprofundar aspetos como

  • competências relacionais para utilizar a liderança de serviço na sinodalidade
  • competências para a conceção e a organização
  • capacidade comunicativa a vários níveis
  • sentido de serviço, humildade e criatividade

O AMBASSADOR

  • colabora tanto com o LINKER de referência como com os CONSOLES das Comunidades
  • relaciona-se com os outros AMBASSADOR
  • valoriza o Carisma da própria Congregação / Organização com as Obras de Misericórdia, favorecendo a integração com o espírito e a ação de Opera M
  • coordena com os CONSOLES as estratégias operativas e as relações com sacerdotes, catequistas e outras figuras das comunidades
  • identifica a possibilidade de desenvolver projetos HIC SUM
  • identifica a possibilidade de desenvolver projetos HIC SUM
  • participa na coordenação para a organização dos Fóruns de zona
  • promove e cuida da formação dos CONSOLES, também com o suporte do LINKER e/ou da estrutura central de spazio + spadoni
  • cuida da redação por parte dos CONSOLES de informações e artigos para a revista Mission

O AMBASSADOR mantém contactos constantes com spazio + spadoni e os LINKER. Organiza, periodicamente, encontros com os CONSOLES territoriais.

CONSOLE

ambassador opera m

É a figura, nomeada pela Congregação / Organização, encarregada de promover a Opera M na comunidade de referência e no contexto territorial onde opera. É a primeira designada a operar no território através da Opera M, da qual é a protagonista, sabendo identificar com a comunidade as necessidades específicas, identificar os projetos e avaliar os resultados.

O CONSOLE cuida das relações entre a Opera M e a paróquia, as Associações, as Entidades eventualmente presentes no local.

O CONSOLE deve ter algumas competências e características necessárias

  • conhecer spazio + spadoni, a organização de Opera M com as diferentes figuras (papéis e funções) e ter consciência do próprio papel
  • conhecer as Obras de Misericórdia e o espírito que as anima; rezá-las e viver o seu espírito testemunhando-o
  • conhecer o território, as atividades presentes, as Associações, as pessoas
  • desenvolver o sentido de pertença a OPERA M e à rede de spazio + spadoni
  • viver a atitude da pedagogia da rua, colocar-se ao lado, escutar, operando em unidade, juntos
  • colaborar com o AMBASSADOR e o LINKER de referência bem como com os outros CONSOLES
  • identificar a possibilidade de desenvolver projetos HIC SUM na própria comunidade e acompanhar constantemente a sua realização
  • fortificar o Carisma da Congregação / Organização à qual pertence através das atividades necessárias ao desenvolvimento de Opera M e às Obras de Misericórdia
  • coordenar, em colaboração com o AMBASSADOR, as estratégias operativas e as relações com os sacerdotes e as realidades eclesiais locais (catequistas, corais, escolas, famílias, etc), permitindo assim fazer renascer toda a comunidade através das Obras de Misericórdia que se tornam Obras de Misericórdia de Comunidade
  • partilhar as experiências de OPERA M que nascem da vida comum, na criatividade, acolhendo, com paixão e paciência, quem quer que Deus quiser colocar no seu caminho
  • participar na organização do Fórum de zona
  • cuidar da redação de informações e artigos para a revista online Mission e comunicar através dos media locais (jornais, rádio, etc.) as novidades surgidas no território
  • empenhar-se em adquirir competências específicas para as obras realizadas e para a empresa social gerada através de HIC SUM

O CONSOLE realiza uma formação de base – promovida e cuidada pelo AMBASSADOR – tanto teórica como prática, onde aprofunda competências relacionais para utilizar a liderança de serviço na sinodalidade, competências para a conceção e a organização, capacidade comunicativa a vários níveis e sentido de serviço, humildade e criatividade.

O CONSOLE mantém relações constantes com os AMBASSADOR dos quais recebe a formação inicial.

O método

o método

O método na Opera M é fundamental. Orienta tanto a atitude do operador em relação às obras como a forma como estas obras se formam e se moldam no processo. Um processo a ser entendido como ativo e em movimento, desde a sensibilização nos territórios até à construção de obras de comunidade misericordiosa.

As obras de comunidade misericordiosa são, porém, “artesanais”: nenhuma delas é igual à outra; as nossas mãos podem moldá-las com um método comum, mas cada uma adquire uma forma diferente. E é por isso que podemos dar vida a uma verdadeira reEvolução cultural precisamente a partir de ter uma referência metodológica que seja orientadora para depois agir e construir de cada vez um “artefacto” diferente, com simplicidade de gestos que sabem alcançar simultaneamente o corpo e o espírito, isto é, a vida das pessoas.

A atitude é para a Opera M a abordagem e o como é o trabalho no terreno

Abordagem

O modelo de referência do método Opera M baseia-se em 4 conceitos-chave.

01

A sinodalidade

Sinodalidade significa construir reflexão, síntese e propostas junto com os outros, não como um simples gesto de respeito, mas como um elemento insubstituível de comunhão e de partilha do percurso da Opera M. Não se geram obras de misericórdia a não ser com um desejo permanente de coparticipação, que exige tempo para a escuta recíproca; cuidado das relações; capacidade de questionar as próprias certezas num encontro verdadeiro e gerador com o pensamento do outro.

02

O acompanhamento

A obra não se executa, vive-se juntos.
Acompanhar significa partilhar a obra na sua realização, colocando-se numa condição de recíproca e sempre nova descoberta com a própria obra e as pessoas que a animam. Para o fazer, é necessário tomar consciência da nossa própria fragilidade e insegurança perante uma realidade que só podemos compreender verdadeiramente através da vivência dos outros. Só assim se torna uma troca entre frágeis, que coloca cada um na condição de dar e receber simultaneamente.

03

A fraternidade praticada

Fraternidade não tem o mesmo significado que irmandade e muito menos que solidariedade. É um conceito transcendente que se funda numa pertença universal.

Uma sociedade fraterna por sua natureza é solidária. Mas uma sociedade solidária pode não ser fraterna.
A irmandade é horizontal, vem de baixo: estamos unidos por um laço porque pertencemos à mesma comunidade ou à mesma espécie. Na fraternidade a dimensão horizontal une-se à vertical; as pessoas reconhecem-se, ou tentam reconhecer-se, numa comum paternidade divina.

Na Opera M a abordagem à fraternidade significa assim uma predisposição consciente para se sentirem filhos de um único pai. Por isso falamos de fraternidade praticada.

04

A perspetiva da dignidade de todas as pessoas

Somos todos mulheres e homens pequenos, mas se dermos sentido espiritual ao nosso agir tornamo-nos capazes, através das Obras de Misericórdia, de fazer coisas gigantescas, independentemente do crer, da cultura e da própria classe social. E todos realizam Obras de Misericórdia, muitas vezes sem se aperceberem.

Ninguém é tão pobre que não possa realizar uma das 14 obras de misericórdia.

Por isso, na Opera M não se realiza uma Obra de Misericórdia a não ser tornando cada um consciente do seu “potencialmente grande” ao participar na difusão das Obras de Misericórdia no mundo.

Trabalho no terreno

O trabalho no terreno visto do ponto de vista metodológico articula-se em 2 perspetivas: a da visão e a da prática.

A visão

A visão consiste em ver a Opera M não apenas como um processo ligado ao objetivo imediato – a Obra de Misericórdia específica – mas também como um instrumento que alimente, que cuide da fecundidade, da realização e da propagação das possíveis obras;
um percurso finalizado, portanto, também para multiplicar os possíveis inícios.

A prática

A prática consiste no estilo e no ritmo que decidimos dar ao desenvolvimento dos processos da Opera M.

  • Chega-se mais longe construindo um processo que tem um olhar coletivo mas único e específico em cada comunidade e território, num percurso que envolve gradualmente
  • Faz-se referência a figuras e funções de suporte definidas no capítulo “organização”
  • Adota-se um estilo de proximidade, considerando o vizinho, precisamente o próximo como a primeira pessoa ou grupo a envolver, a tornar consciente, construindo uma linguagem compreensível e comum
  • Ativa-se uma propagação generativa nos territórios, pedindo para se fazerem participantes e darem um contributo à OPERA M; livremente, com intensidade e geometrias variáveis em relação às pessoas, ao lugar, às condições

Instrumentos e indicações

A caixa de ferramentas

spazio + spadoni realizou e alimenta constantemente uma pluralidade de instrumentos operativos e de indicações/sugestões à disposição de todos para promover a Opera M aos diferentes níveis. A maior parte destas “ferramentas” é plurilingue.

A forma da Opera M

É representada por uma mão. Cada dedo da mão deixa uma MARCA que evoca um conceito considerado necessário e essencial enquanto se opera para que a ação assuma um sentido de plenitude e seja, por sua vez, capaz de contagiar positivamente os outros.

esfera opera m mão e números

As 5 marcas constituem a Forma da Opera M

  1. INVOCA
  2. ESCUTA
  3. ENCONTRA
  4. OPERAMOS
  5. INUNDEMOS

O símbolo

luigi spadoni e papa francisco 2024 vaticano

As cores da Opera M

O VERMELHO é a cor da energia e da força. É um impulso para a reEvolução das obras de Misericórdia.
O BRANCO representa sempre um início: uma página em branco na qual começar a escrever juntos a nossa história.
O CINZENTO é a cor da oração e da reciprocidade fraterna da Opera M.

O lema da Opera M


A misericórdia de Deus está em ação”.
Responde-se:
Sempre!”.

O lema é expresso sempre que dirigimos uma saudação, que queremos recordar uma mensagem e transmitir uma emoção.

Oração dos artesãos das obras de misericórdia

Senhor, faz de mim um artesão
da tua misericórdia,
para que,
através das obras de misericórdia corporais e espirituais,
eu leve a ternura do teu amor
a quantos estão na necessidade.
Ámen!

Jaculatória

Espírito de misericórdia, eis-me aqui, anima as nossas obras.

Linha do tempo das obras de misericórdia

  • SÉCULO I – EVANGELHO
    Em Mateus 25, 31-46 é o próprio Jesus que – no assim chamado discurso do “juízo final” – indica aquelas que são unanimemente consideradas as referências originais às Obras de Misericórdia.
  • SÉCULO II – HERMAS
    Propõe 20 obras de bem e atitudes boas, não apenas como ações mas como disposições de espírito e modos de viver as relações.
  • 150-200 – S. IRENEU DE LIÃO
    Comenta Mt 25 sustentando que doar aos necessitados equivale a doar a Deus.
  • 200-250 – ORÍGENES
    Oferece uma interpretação alegórica de Mateus 25, sublinhando a importância de nutrir tanto o corpo como a alma.
  • 250-300 – LACTÂNCIO
    Apresenta uma lista semelhante àquela que se tornará tradicional para as “obras de misericórdia”. Convida a desenvolver a ideia e a prática das Obras de Misericórdia indutivas.
  • SÉCULO III – CIPRIANO DE CARTAGO
    No seu tratado, enfatiza que a oração deve ser acompanhada por obras de bem.
  • 347-407 – S. JOÃO CRISÓSTOMO
    Introduz o conceito do “Sacramento do irmão”.
  • 354-430 – S. AGOSTINHO DE HIPONA
    Estabelece as duas formas de obras de misericórdia, corporais e espirituais, com o conceito de “dar e perdoar” e as agrupa em três categorias: a reconciliação, o convite a estar atento às necessidades espirituais do próximo e a oração.
  • 470-542 – CESÁRIO DE ARLES
    Reflete sobre a caridade, sublinhando a importância de doar apesar das limitações pessoais.
  • 604 – PAPA GREGÓRIO MAGNO
    Atesta a interpretação espiritual e material das obras de misericórdia, com referência a Jó 29,12 13.
  • 1050-1107 – TEOFILATO DE OCRIDA
    Comentando Mt 25, enfatiza a dupla natureza humana (alma e corpo) e a necessidade de caridade em ambas as formas.
  • 1179 – COMESTOR
    Adiciona a sétima obra corporal de misericórdia, “sepultar os mortos”, retirada de Tobias 1,17.
  • 1244 – SÃO PEDRO MÁRTIR
    No âmbito do florescimento de confrarias e companhias marianas, frei Pedro de Verona funda em Florença a primeira Misericórdia, chamada a “honrar a Deus com obras de misericórdia para com o próximo”
  • 1274 – TOMÁS DE AQUINO
    Confirma a lista das obras de misericórdia, incluindo as sete corporais (com a sétima de Tobias) e as sete espirituais.
  • 1549-1563 – CONCÍLIO DE TRENTO
    Sublinha que as obras de misericórdia são uma expressão natural e necessária da fé em Deus e do amor para com o próximo.
  • 1908 – PAPA PIO X
    No Catecismo da Doutrina Católica, sintetiza as 14 obras de misericórdia discutidas no Congresso Catequístico Nacional de 1889.
  • 1992 – CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
    Afirma que as obras de misericórdia são ações caritativas que ajudam o próximo nas suas necessidades, tanto corporais como espirituais.
  • 1992 – PAPA JOÃO PAULO II
    Aprovou o Catecismo da Igreja Católica e, em forma definitiva, em 1995 e na seção Fórmulas da Doutrina Católica encontramos as 14 obras de misericórdia.
  • 2005 – PAPA BENTO XVI
    Motu Proprio para a aprovação e a publicação do Compêndio da Igreja Católica.
  • 2015 – PAPA FRANCISCO
    Em 13 de março proclama por meio da bula pontifícia Misericordiae Vultus o Jubileu extraordinário da misericórdia.
  • 2023 – SPAZIO SPADONI
    Em setembro promove OPERAM através dos Fóruns sobre a reEvolução das obras de misericórdia na Itália – Noto/Sicília e na África – Benim/Cotonou, Burkina Faso/Bobo-Dioulasso.

Itália italiano

França français

Reino Unido english

Spagna español

Portugal português

Um Sinal Concreto: O Departamento Diocesano para as Obras de Misericórdia

O impacto dos Fóruns de Opera M já é visível em muitas realidades eclesiais. Um exemplo significativo é o da Diocese de Bafia, nos Camarões, onde o Bispo instituiu pela primeira vez no mundo um Departamento Diocesano para a difusão das obras de misericórdia, confiado à direção de uma freira. Isto representa um sinal concreto do quanto o percurso iniciado pelos Fóruns pode gerar frutos duradouros e estruturados, capazes de deixar uma marca profunda nas comunidades.

Os projetos OPERA M em curso

R.D. CONGO

Projeto M1

R.D. Congo

Irmã Audacieuse Kahababo

Congr. Missionária Irmãs de Santa Gema

nigéria

Projeto M2

Nigéria

Irmã Beatriz

Congr. Servas do Santo Menino Jesus

nigéria

Projeto M3

Nigéria

Irmã Justina Obiageli Udebunjo

Congr. Servas do Santo Menino Jesus

Índia

Projeto M4

Índia

Irmã Latha Selvaraj

Congr. Franciscan Sisters of St. Thomas

Costa do Marfim

Projeto M5

Costa do Marfim

Irmã Bernadette Wasso

Congr. Missionária Irmãs de Santa Gema

burundi

Projeto M6

Burundi

Irmã Hyacinthe Manariyo

Congrégation des Sœurs du Cœur Immaculé de Marie – Suore Bene Mariya

Nigéria

Projeto M7

Nigéria

Irmã Maria Zake Abang

Servas do Santo Menino Jesus

rd congo

Projeto M8

R.D. Congo

Irmã Perpetue Marie Tongolo Siamu

Sœurs Dominicaines Filles de Sainte Catherine de Sienne

México

Projeto M11

México

Irmã Perla Helena Hernandez Alvarado

Misioneras Catequistas de los Sagrados Corazones de Jesùs y de Marìa

uganda

Projeto M13

Uganda

Irmã Christine Mweteise

Sisters of Our Lady of Good Counsel

Quênia

Projeto M14

Quênia

Irmã Joan Langat

Sisters of St. Joseph of Mombasa

Ruanda

Projeto M15

Ruanda

Irmã Esperance Nyirasafari

Fraternité des Consacres de la Communauté Ingoro Y’Urukundo (Demeure de la Charité)

rd congo

Projeto M16

R.D. Congo

Irmã Annie Mate Saliboko

Soeurs de la Sainte Famille de Kisangani

Timor-Leste

Projeto M18

Timor-Leste

Irmã Ansila Feot

Instituto Filhas de São Francisco

Ruanda

Projeto M20

Ruanda

Irmã Esperance Nyirasafari

Fraternité des Consacres de la Communauté Ingoro Y’Urukundo (Demeure de la Charité)

madagascar

Projeto M22

Madagascar

Irmã Esther Ravaosolo

Congregação do Sagrado Coração de Jesus de Ragusa

malawi

Projeto M26

Malawi

Irmã M. Blandina Kamba

Presentation of the Virgin Mary Sisters

benim

Projeto M27

Benim

Irmã Sophie Bayi Godovo

Institut des Servantes de la Lumière du Christ

burundi

Projeto M28

Burundi

Irmã Petronie Toyi

Institut Famille des Disciples du Christ

Camarões

Projeto M29

Camerun

Irmã Marie Noelle Messini

Congregação Missionária Irmãs de Santa Gema

burundi

Projeto M30

Burundi

Irmã Marie Assumpta Ndiragabanya

Congrégation des Sœurs du Cœur Immaculé de Marie – Suore Bene Mariya

Rep. Centro-Africana

Projeto M33

Rep. Centro-Africana

Irmã Myriam Bengba

Filhas de Maria Missionárias

rd congo

Projeto M35

R.D. Congo

Irmã Francine Mave Ditsove

Religieuses de l’Instruction Chrétienne

burundi

Projeto M41

Burundi

Irmã Hyacinthe Manariyo

Família Missionária da Redenção

Zimbabwe

Projeto M42

Zimbabwe

Irmã Jenlindy Tapiwa Ncube

Sisters Servants of Mary the Queen – Ancilae Mariae Reginae (AMR)

rd congo

Projeto M44

R.D. Congo

Irmã Félicité Mbombe

Sœurs de Sainte Thérèse de l’Enfant Jésus de Basankusu

burundi

Projeto M45

Burundi

Bernadette

Congregação Missionária Irmãs de Santa Gema

uganda

Projeto M47

Uganda

Naluima Maimuna

Congregação Missionária Irmãs de Santa Gema

burundi

Projeto M51

Burundi

Padre Adrien Cishahayo

Congregação Missionária Irmãs de Santa Gema

Últimas notícias sobre as obras de misericórdia

FAQ – OPERA M

O que é OPERA M?

OPERA M é o coração do movimento spazio + spadoni.

É um caminho que acompanha pessoas, comunidades e Igrejas locais a viver as obras de misericórdia como experiência espiritual, relação viva e responsabilidade compartilhada.

Por que OPERA M fala de “reEvolução” das obras de misericórdia?

OPERA M propõe uma reEvolução porque convida a:

– retornar à raiz espiritual das obras
– habitar as relações como lugar de encontro
– gerar processos que transformam o modo de viver a misericórdia

A reEvolução une fidelidade ao Evangelho e leitura do tempo presente.

OPERA M como toma forma concreta?

OPERA M toma forma através de:

Fórum da reEvolução das obras de misericórdia
Via Misericordiae
– percursos formativos diferenciados
– narração e compartilhamento através da MISSION

Cada elemento contribui para tornar a misericórdia visível, habitável e difundida.

O que são os Fóruns da reEvolução das obras de misericórdia?

Os Fóruns do OPERA M são espaços comunitários de escuta, discernimento e visão compartilhada.

Reúnem bispos, consagrados, leigos e agentes pastorais para:

reler juntos as obras de misericórdia
reconhecer o que já vive nos territórios
abrir caminhos novos, coerentes e compartilhados

Os Fóruns geram orientação e corresponsabilidade.

O que é a Via Misericordiae?

A Via Misericordiae é um percurso escolhido pela comunidade, traçado pelas 14 obras de misericórdia, espirituais e corporais.

Não é um itinerário imposto, mas uma estrada habitada, que:

– respeita os tempos das pessoas e dos territórios
– acompanha o crescimento espiritual e comunitário
– torna as obras um estilo de vida

Qual é a ligação entre OPERA M e as obras já presentes nos territórios?

Em OPERA M, as obras de misericórdia se enriquecem de espiritualidade.

A ação é iluminada pela interioridade, e a relação se torna lugar de testemunho.

A marca da mão exprime este estilo: uma misericórdia que invoca, escuta, encontra, opera e inunda, mantendo unidas fé, responsabilidade e proximidade.

Qual é a relação entre OPERA M e as dioceses?

OPERA M caminha junto com as Igrejas locais.

Quando o percurso amadurece, favorece o nascimento ou o fortalecimento dos Ofícios diocesanos das obras de misericórdia, como lugares de:

– coordenação pastoral
– formação compartilhada
– discernimento eclesial

Estes ofícios são fruto de um caminho, não um ponto de partida.

Qual é o papel da formação em OPERA M?

A formação em OPERA M:

– é progressiva
– é diferenciada
– acompanha pessoas e comunidades no tempo

Forma um olhar espiritual, um estilo de relação e uma responsabilidade concreta.

Por que OPERA M e MISSION?

MISSION é o espaço de narração e difusão do caminho de OPERA M.
MISSION:

– narra as experiências vivas
– coloca os territórios em diálogo
– torna visível a misericórdia em ato

É traduzido em mais de 30 línguas, para que a misericórdia possa circular, inspirar e gerar comunhão.
MISSION é parte integrante do percurso OPERA M.

Quem pode participar de OPERA M?

Pessoas e comunidades que desejam:

– viver as obras de misericórdia como vocação
– caminhar de modo comunitário
– assumir responsabilidades progressivas

Cada participação tem um tempo, uma forma e um papel.

Como se entra no caminho de OPERA M?

Entra-se por encontro:
através de um Fórum, uma comunidade, uma experiência compartilhada.

O caminho começa ao cruzar um limiar, com liberdade e consciência.

OPERA M – Bispos e Ofícios Diocesanos

O que é OPERA M para uma diocese?

OPERA M é um percurso eclesial que acompanha a diocese a reler, viver e difundir as obras de misericórdia como estilo pastoral compartilhado.
Não introduz um âmbito novo, mas oferece uma visão unitária que atravessa catequese, caridade, formação e vida comunitária.

De que modo OPERA M se insere na pastoral diocesana?

OPERA M insere-se como caminho transversal, capaz de:

– valorizar o que já vive nas paróquias e nas obras
– oferecer uma linguagem comum
– favorecer a corresponsabilidade entre ofícios, comunidades e realidades eclesiais

A misericórdia se torna eixo inspirador, não um setor separado.

Qual è il valore ecclesiale della “riEvoluzione” delle opere di misericordia?

A reEvolução proposta por OPERA M acompanha a diocese a:

– voltar à raiz evangélica das obras
– reconhecer a sua dimensão espiritual e relacional
– torná-las forma de testemunho no tempo presente

As obras se enriquecem de espiritualidade e se tornam via de evangelização.

Que papel têm os Fóruns da reEvolução das obras de misericórdia?

Os Fóruns de OPERA M são espaços de escuta e discernimento eclesial.
Favorecem o encontro entre:

– Bispo
– presbíteros
– consagrados
– leigos engajados

O Fórum abre um processo compartilhado, ajudando a diocese a reconhecer prioridades, recursos e passos possíveis.

O que é a Via Misericordiae no âmbito diocesano?

A Via Misericordiae é um percurso escolhido pela comunidade diocesana, traçado pelas 14 obras de misericórdia, espirituais e corporais.
No âmbito diocesano:

– favorece a unidade de visão
– acompanha o crescimento das comunidades
– respeita os tempos e as especificidades do território

É uma via pastoral habitável e progressiva.

OPERA M incide na organização das obras diocesanas?

OPERA M acompanha a organização a reencontrar uma alma compartilhada.

Através da marca da mãoinvoca, escuta, encontra, opera, inunda
as obras se integram em um estilo comum que une:

– interioridade
– responsabilidade
– proximidade

A estrutura se ilumina de espiritualidade.

O que são os Ofícios diocesanos das obras de misericórdia?

Os Ofícios diocesanos das obras de misericórdia podem nascer como fruto maduro do caminho OPERA M.

São lugares de:

– coordenação pastoral
– formação permanente
– discernimento eclesial

Favorecem continuidade, comunhão e visão no tempo.

OPERA M requer recursos adicionais?

OPERA M acompanha a diocese a colocar em rede o que já existe, valorizando pessoas, experiências e obras presentes.

O caminho cresce por discernimento e corresponsabilidade, segundo as possibilidades reais do território.

Qual é a relação entre OPERA M e a comunicação diocesana?

O percurso OPERA M encontra espaço de narração em MISSION, plataforma de compartilhamento traduzida em mais de 30 línguas, que:

– relata as experiências diocesanas
– favorece o intercâmbio entre Igrejas
– torna visível a misericórdia vivida

MISSION sustenta a dimensão missionária e universal da diocese.

Que fruto pastoral pode esperar uma diocese?

Uma diocese que empreende o caminho OPERA M experimenta:

– maior unidade pastoral
– renovada profundidade espiritual das obras
– envolvimento corresponsável do clero, consagrados e leigos
– um testemunho credível da misericórdia no território

Como uma diocese pode iniciar o caminho OPERA M?

O caminho começa com:

– um tempo de escuta
– um encontro ou Fórum diocesano
– o discernimento compartilhado com o Bispo

OPERA M acompanha passo a passo, respeitando a história, os tempos e a vocação da Igreja local.

Via Misericordiae

O que é a Via Misericordiae?

A Via Misericordiae é um caminho universal traçado pelas 14 obras de misericórdia, pensato para ser encarnado localmente nas formas, nas linguagens e nos materiais próprios de cada comunidade.

Não é um projeto estético uniforme, mas uma via de sentido que toma carne na vida real.

A Via Misericordiae tem um modelo oficial?

Não.

A Via Misericordiae não tem um protótipo para copiar, nem uma forma melhor do que outras.

Cada realização é única, como é única cada comunidade. A unidade não é dada pela forma, mas pelo sentido guardado.

Quais são os elementos fixos de cada etapa?

Os elementos fixos são muito poucos.

Cada etapa deve conter apenas:

– o título da obra de misericórdia, assim como reconhecida pela Igreja
– uma localização externa, acessível a todos
– uma clara pertença à Via Misericordiae
– uma diferenciação cromática entre obras espirituais e corporais (recomendada)

Nada mais é obrigatório.

O que é deixado à liberdade das comunidades?

É deixado muito à liberdade local.

Cada Igreja, associação ou comunidade pode expressar as etapas através de:

materiais diferentes (pedra, madeira, ferro, cerâmica, plantas, luz, terra…)
linguagens diferentes (artística, simbólica, narrativa, abstrata, minimalista, popular)
estilos próprios (tradicional, contemporâneo, essencial, de rua)
o envolvimento direto da comunidade (artistas, escolas, jovens, artesãos)

A cultura local é a própria forma que a Via é chamada a assumir.

Existe um critério comum de discernimento?

Sim.

Existe um só critério, válido em toda parte:

Este sinal ajuda as pessoas a reconhecer uma obra de misericórdia como parte da vida real, e não como ideia abstrat
a?

Se a resposta é sim, a forma está certa.

Que papel tem a Marca da Mão na Via Misericordiae?

A Marca da Mão (InvocaEscutaOlhaOperamosDifundimos) está presente em todas as etapas, de modo essencial, discreto e repetitivo.

Não serve para explicar as obras, mas para ensinar como vivê-las.

É, ao mesmo tempo:

– critério interior
– método de vida
– instrumento de formação

Como pode ser representada a Marca da Mão?

Com plena liberdade.

Pode aparecer:

– gravada em pedra ou madeira
– escrita em tamanho pequeno ao lado do título
– representada simbolicamente (5 sinais, 5 linhas, 5 elementos visuais)
– integrada na obra artística
– repetida idêntica em todas as etapas

A única coisa importante é que as mesmas cinco palavras retornem sempre.

Assim:

– não se explicam
– aprendem-se caminhando

Por que a Via Misericordiae é colocada em espaços externos?

Porque as obras de misericórdia pertencem à vida real.

A localização externa torna a Via:

– acessível a todos
– visível no quotidiano
– não reservada a quem já frequenta

A Via é pública, como o é a misericórdia vivida.

A Via Misericordiae é igual em todos os países?

Não, e é uma escolha consciente.

La Via Misericordiae:

– evita o colonialismo cultural
– evita a estética padronizada
– salva a traduzibilidade mundial
– protege a ação do Espírito
– deixa espaço para a criatividade dos povos

A unidade do caminho não anula a pluralidade das formas.

Existe uma frase que garante esta liberdade?

Sim.

Cada projeto local pode ser acompanhado por esta frase:

A Via Misericordiae guarda a unidade do sentido e deixa plena liberdade à pluralidade das form
as.

Qual é a ligação entre a Via Misericordiae e OPERA M?

A Via Misericordiae é um dos frutos mais visíveis e concretos de OPERA M.

Transforma as obras de misericórdia em:

– percurso comunitário
– linguagem compartilhada
– experiência formativa no tempo

É uma via que se habita, não um projeto para realizar.

Secretariado Diocesano das Obras de Misericórdia

O que é o Secretariado Diocesano das Obras de Misericórdia?

O Secretariado Diocesano das Obras de Misericórdia é um fruto maduro do caminho promovido por OPERA M, dentro do movimento spaziospadoni, em pleno diálogo com o Bispo e a Cúria.

É um lugar de guarda, discernimento e visão pastoral, que acompanha a diocese a viver as obras de misericórdia como via concreta de evangelização, geradas pelo Espírito e encarnadas na vida real das comunidades.

Que visão das obras de misericórdia guarda o Secretariado?

O Secretariado guarda uma visão em que as obras de misericórdia:

– são um meio simples para ser misericordiosos
– nascem da ação do Espírito
– geram relação, conversão e responsabilidade

Neste sentido, as obras distinguem-se da simples solidariedade, porque não param na ajuda, mas habitam o coração e a vida das pessoas.

Por que uma atenção particular às obras de misericórdia espirituais?

O Secretariado reconhece nas obras de misericórdia espirituais um lugar privilegiado de amadurecimento do caminho eclesial.

Elas:

– orientam o estilo das obras corporais
– ajudam a ler a realidade com um olhar evangélico
– tornam visível a ação do Espírito nas relações

As obras espirituais acompanham toda a pastoral e guardam a sua alma.

Quando nasce o Secretariado Diocesano?

O Secretariado nasce quando o caminho já é habitado: depois dos Fóruns de OPERA M, o início da Via Misericordiae e a difusão progressiva nas paróquias.

É o sinal de uma diocese que escolhe cuidar, ao longo do tempo, da reEvolução das obras de misericórdia.

Qual é a sua finalidade pastoral?

A finalidade é guardar a unidade do sentido das obras de misericórdia, para que permaneçam:

– imbuídas de Espírito
– enraizadas na vida real
– compartilhadas como estilo pastoral comum

O Secretariado ajuda a diocese a viver as obras como linguagem eclesial compartilhada.

Que papel tem a Marca da Mão no trabalho do Secretariado?

A Marca da Mão (invoca – escutaolhaoperamosdifundimos) é a guia espiritual e formativa do caminho.

O Secretariado a assume como:

– critério de discernimento
– método de vida
– instrumento para acompanhar a reEvolução das obras de misericórdia

Ela ensina como viver as obras, não como organizá-las.

Que serviço presta concretamente à diocese?

O Secretariado:

– acompanha a Via Misericordiae, traçada pelas 14 obras
– favorece a difusão nas paróquias e nos territórios
– apoia os papéis (em particular Consol e Ambassador)
– mantém viva a dimensão espiritual do caminho
– oferece continuidade e visão pastoral no tempo

É um serviço de cuidado, acompanhamento e integração.

Que relação tem com o Bispo e a Cúria?

O Secretariado opera em escuta e comunhão com o Bispo.

Oferece um espaço estável de leitura, orientação e discernimento, a serviço da responsabilidade pastoral e das escolhas diocesanas.

Quem anima o Secretariado?

O Secretariado é animado por pessoas que habitam o caminho das obras de misericórdia, em particular figuras de Consol, com a contribuição de Voluntários e Ambassador, segundo as necessidades da diocese.

O serviço é vivido como corresponsabilidade eclesial.

Que apoio oferece spazio†spadoni ao caminho diocesano?

O movimento spaziospadoni apoia o caminho:

– oferecendo visão e acompanhamento
– colocando em rede experiências já vividas
– favorecendo o diálogo entre Igrejas e territórios

Através da MISSION, traduzida em mais de 30 línguas, as experiências diocesanas podem ser compartilhadas, tornadas acessíveis também aos últimos e colocadas em diálogo com contextos eclesiais diferentes.

Que fruto gera o Secretariado ao longo do tempo?

Ao longo do tempo, o Secretariado:

– reforça a continuidade pastoral
– guarda a dimensão espiritual das obras
– torna a reEvolução das obras de misericórdia estável e generativa
– oferece à diocese um modelo inspirador para outras Igrejas do País

É um sinal de maturidade eclesial do caminho.

Foulard

O que é o lenço?

Um sinal simples que acompanha o caminho em spazio†spadoni.

O que exprime?

Disponibilidade para habitar tempo e espaço deixando-se atravessar pela misericórdia.

A que remete?

Ao chamado universal às Obras de Misericórdia.

O que significam as cores?

Vermelho:
Vida doada e paixão pelo rosto próximo.

Cinza pérola:
Sobriedade, equilíbrio, escuta no quotidiano.

Branco:
Espaço interior onde o Espírito guia.

O que é a vestição?

Um gesto consciente que marca um tempo habitado.

Quando acontece?

Segundo os percursos pessoais e as realidades locais.

Quem o usa?

Habitantes, Voluntários, Cônsul, Ambassador

O nó?

O que une pessoas, histórias e esperanças.

Quando se usa?

No serviço, na formação, nos encontros e nos Fóruns

Para o habitante?

Sinal de presença, serviço fiel e pertença ao bando.

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