Congregação das Irmãs da Sagrada Família de Kisangani

O Instituto foi fundado em Bafwabaka, no Vicariato Apostólico de Stanleyfalls (Kisangani, Província Oriental), em 27 de abril de 1936, pelo Bispo Gabriel Grison, primeiro Vigário Apostólico.

Congregação das Irmãs da Sagrada Família de Kisangani

Sua Excelência Mons. Grison tem o mérito de ter acolhido e enviado as primeiras jovens de Kisangani para Bafwabaka com o objetivo de torná-las Religiosas, após os estudos na Escola Normal e a sua formação para a vida religiosa. Em 1930 acompanhou Demoiselle Angèle Lunza, natural de Avakubi, a Bafwabaka, que, porém, não abraçou a vida religiosa. Em 1931 enviou outras jovens da Missão de São Gabriel, entre as quais Demoiselle Lucie Kasima, que pronunciou os primeiros votos em 11 de fevereiro de 1939, na Igreja de Saint Michel, em Bafwabaka, com o nome de irmã Marie-Léontine Kasima. Tornar-se-á a primeira Superiora Geral eleita, de 1961 a 1968. Entre os colaboradores de Sua Excelência Mons. Gabriel Grison na criação do Instituto, estiveram também os Reverendos Padres Joseph Haurand e Vincent kepu, dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, e as Irmãs do Menino Jesus de Nivelles, entre as quais as Reverendas Irmãs Marie-Angélique Bogaerts (nomeada primeira Superiora Geral), Marie Berchmans (primeira Mestra das Noviças) e Henriette-Marie Leloir (nomeada segunda Superiora Geral). A Congregação foi erigida canonicamente como Instituto Religioso em 2 de janeiro de 1937, por Sua Excelência Mons. Camille Verfaillie, segundo Vigário Apostólico. Inicialmente, o Instituto nasceu com o nome de “Irmãs da Sagrada Família”; depois foi rebatizado pelo Capítulo Geral de 1996 como “Irmãs da Sagrada Família de Kisangani”, com a sigla SSFK. O Instituto teve como formadores, nesse início, alguns Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus. A sede principal do Instituto foi inicialmente em Bafwabaka, no Vicariato Apostólico de Stanleyfalls, (Kisangani, Província Oriental), de 2 de janeiro de 1937 a 1965; depois, na sequência dos acontecimentos da “Rebelião Muleísta” de 1964, foi transferida para Kisangani, na Arquidiocese de Kisangani, em 1965. Desde 1949, o Instituto atua em várias dioceses. O Instituto está sob a responsabilidade pastoral do Arcebispo de Kisangani, hoje conta com cerca de 85 irmãs distribuídas em 17 comunidades.

Carisma

A intuição de fundar um Instituto de Religiosas de Direito Diocesano nasceu da preocupação de Sua Excelência Mons. Gabriel Grison, primeiro Vigário Apostólico do Vicariato Apostólico de Stanleyfalls, em promover a evangelização no seu Vicariato com a colaboração não apenas de missionários expatriados, mas também de agentes pastorais nativos, sacerdotes e irmãs congolesas. Mons. Grison fundou simultaneamente três estruturas de evangelização: o seminário menor para a formação dos futuros sacerdotes; um Noviciado para a formação das Religiosas e uma Escola Normal para futuras Professoras da Escola Primária. Estabeleceu todas essas casas de formação na mesma localidade “Bafwabaka”, porque queria que os alunos se beneficiassem dos ensinamentos dos mesmos formadores à disposição do Vicariato Apostólico. Grison quis que as Religiosas estivessem a serviço do Vicariato Apostólico de Stanleyfalls, dedicando-se à evangelização, em particular à “Libertação das Crianças e das Mulheres da Opressão”. Este pensamento seria reformulado pelo Capítulo Geral de 1971 como “A promoção humana e cristã das famílias, célula primordial da sociedade e da Igreja“, depois revisto e esclarecido pelo Capítulo Geral de 1992 como “A promoção cristã das famílias”. Fiel à intuição fundadora, o Capítulo Geral de 2021 retomou a formulação do Capítulo Geral extraordinário de 1971: “A promoção humana e cristã da Família, célula primordial da sociedade e da Igreja”. Por isso, as Irmãs da Sagrada Família de Kisangani mostrarão a sua disponibilidade para o serviço “das famílias”, sobretudo na catequese das crianças pequenas, na educação das mulheres, no ensino, na assistência hospitalar, aos órfãos.

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