África, Costa do Marfim | A festa da Assunção e 51 anos de missão

15 de August, 2026

Irmã Attilia Bario

Irmã Attilia Bario

Paróquia com famílias autóctones senoufo
Tengrela é uma cidade na fronteira com o Mali, fortemente influenciada nos últimos anos pela presença islâmica. Aqui, as religiosas representam uma pequena presença numa zona de primeira evangelização, apesar de 50 anos de presença católica.

Maria assunta ao céu, coroada com 12 estrelas, em relevo estilizado na parede da entrada da igreja paroquial, acolhe-nos e lembra-nos de que também nós estamos a caminho do céu e que ela nos espera lá em cima.

Vocação mariana e raízes da missão

Assunta é também o meu segundo nome de batismo, tendo nascido no ano em que foi promulgado o dogma da Assunção de Maria.

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Sou missionária de Nossa Senhora dos Apóstolos e este artigo das nossas constituições sustentou-me e guiou-me ao longo destes quase 51 anos de missão na Costa do Marfim:

“Nossa Senhora dos Apóstolos é para nós a figura ideal da mulher forte e humilde, disponível e cheia de esperança. No Cenáculo, com os Doze, contempla as coisas de Deus e anima o dinamismo missionário que marcou o início da Igreja. Nela encontramos o modelo de unidade que desejamos concretizar na nossa vida. E com Maria, mãe de Jesus, presente e ativa desde a fundação da Igreja, perseveramos na oração e na ação, sempre atentas às inspirações do Espírito de Pentecostes”.

Evangelização e luz da fé nas aldeias

Eis que Maria em Caná, Maria aos pés da Cruz, Maria no Cenáculo são os ícones que me acompanham e sustentam na minha peregrinação missionária a serviço da pastoral dos jovens.

A Ave-Maria e o Pai-Nosso são as primeiras orações que apresento aos catecúmenos, traduzidas em todas as línguas locais. Muitas vezes, especialmente nas aldeias onde nem todos sabem ler e escrever, mostro-lhes os 20 quadros dos mistérios do terço. E quando sabem explicar cada quadro, ofereço-lhes um terço fluorescente para recordar que devemos ser luz onde quer que estejamos.

Devoção diocesana e festa da Assunção

Durante os tempos de conflito, o povo experimentou a força da intercessão de Maria.

Quase todas as dioceses têm um santuário mariano e, para a vigília da Assunção, realizaram-se pequenas e grandes vigílias de oração. Quem não pôde participar na vigília diocesana celebrou na própria paróquia, onde há uma gruta mariana.

Grandes são o fervor e o amor por Maria, a quem sentem muito próxima.

Em comunhão, desejo a todos e a todas uma serena festa da Assunção aqui e acolá.

Foto da irmã Attilia Bario

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