Salmo XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

31 de July, 2026

Carlo Miglietta
salmo

1. No Domingo em que no Evangelho contemplamos Jesus a multiplicar os pães e os peixes, a Igreja convida-nos a recitar alguns versículos do Salmo 144, um admirável canto alfabético, no qual a primeira palavra de cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico em sucessão. O Salmo é um festivo louvor ao Senhor, celebrado como soberano amoroso e terno, preocupado com todas as suas criaturas.

2. No primeiro movimento (vv. 3-12) Deus não só não é indiferente perante a história, mas, pelo contrário, tem um projeto para ela, um desígnio de harmonia e de paz, para cuja concretização o Senhor convoca também a humanidade fiel com a sua colaboração ativa. Como precisamos deste anúncio, nós que nos vemos cercados pelas guerras, pelas opressões, pelas violências que parecem condicionar o caminho da humanidade!

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3. No segundo movimento (vv. 13-20) Deus manifesta a sua fidelidade amorosa sobretudo perante o homem, e em particular do pobre. Ele inclina-se como um pai sobre as suas criaturas, provê o alimento a todos os viventes, sustenta os que vacilam, reergue os que estão prostrados no pó. Eis por que a última palavra do salmista é um convite ao louvor universal e cósmico: “Cante a minha boca o louvor do Senhor e bendiga todo o ser vivo o seu santo nome, eternamente e para sempre.” (v. 21).

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